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Caveira Club
 

LARANJA

 

É isso aí. Depois de um longo e tenebroso inferno (climático), estou de volta para a alegria dos meus milhões de fãs.

 

Pois como estou sem assunto, lembro a todos que o novo disco do Motormama já foi devidamente gravado e estamos em busca de um selo. Um selo que nos garanta conforto, dinheiro e uma aposentadoria digna.

 

Rá, não riam, per favore. Mas queremos que saia até em julho deste 2006.  

 

E na madrugada de sabadão, dia 1 de abril, quase rezei uma missa em frente a televisão. Assisti “Laranja Mecânica”, no SBT do Silvio Santos. Dublado, acreditem. Mas o filme é tão magistral, é tão brilhantemente magnífico, que nem me importei.

 

Mas o melhor de tudo é que o tema levado às telas por Stanley Kubrick (alguém disse magnânimo?) em 1971 continua muito atual. Ou seja, o mal inerente a alma humana.

 

Sim, porque “Clockwork Orange” trata a violência como algo patológico, aquém das questões sociológicas. Anthony Burgess, o autor do livro parece perguntar: “como extirpar o mal sem destruir o ser?”.

 

Até hoje é um tema que me deixa maluco. E lendo o livro, as dúvidas pioram. Burgess é mais ambíguo que Kubrick.

 

Não há respostas, apenas a constatação de que o Estado e a ciência são incompetentes ao tentar recuperar seus criminosos.

 

Tanto que as conclusões de filme e livro são absolutamente diferentes. No filme, comprovamos que o personagem Alex vai continuar aprontando das suas. No livro, Burgess, menos cínico, mostra que o amadurecimento do jovem delinqüente é a única forma de determinar seu futuro.

 

Claro que é uma típica discussão de um país rico e letrado como a Inglaterra, onde a polícia sequer usa revólver.

 

Em países pobres como o Brasil, a violência tem muito mais a ver com a questão social do que filosófica. Por isso estamos mais para “Cidade de Deus” do que “Laranja Mecânica”, creio.



Escrito por Regis M. às 15h59
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IN MEMORIAN

 

Quando me disseram, não acreditei, mas já é fato consumado:

ATAÍDE PATREZE ESTÁ MORTO.

Morreu de parada cardíaca enquanto fazia hemodiálise.

Mais infos sobre o mais infame dos apresentadores da tv brasileira e, consequentemente, um dos mais originais, no site da revista Trip www.trip.com.br.

Lá vc vai ler uma entrevista reveladora (publicada originalmente no ano passado) deste cidadão que adorava ser rico e não tinha papas na língua quando o assunto era dinheiro. Se vc nunca assistiu a um de seus programas no SBT ou na Record, não sabe o que perdeu. “Simplesmente um luxo”

“Rest in Peace” e que Deus o tenha.

Escrito por Regis M. às 15h20
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CHICLETE COM BANANA

 

Vejam o que li na Uol. Abre aspas:

Um menino de 12 anos que visitava o Instituto de Artes de Detroit, nos EUA, colou um chiclete em um quadro que vale 1,5 milhão de dólares. A obra é da pintora Helen Frankenthaler e se chama "The Bay" (a baía). O chiclete deixou uma mancha na pintura.

Quero deixar aqui registrado os meus protestos não ao garoto, mas à direção da escola que, além de obrigar os alunos a ver os quadros desta tal Frankenthaler, suspendeu o jovenzinho por tal demonstração clara de juízo perfeito. Sim, porque o menino provou ter um notável senso de justiça e bom gosto. Um futuro crítico de artes plásticas de mente refinada.  Se vcs duvidam, vejam a obra em questão:

Claro que o adolescente pode ter se confundido e imaginado que se tratava de uma mancha na parede provocada por alguma infiltração, mas prefiro pensar que ele apenas quis demonstrar sua indignação perante tal exemplo de picaretagem visual. Não vou defender atos de vandalismo deste nível senão os museus de arte contemporânea simplesmente desaparecerão da face da Terra, mas, ai, ai... Cala-te boca.



Escrito por Regis M. às 12h28
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Camaradas...

Já está no site candango roqueiro www.senhorf.com.br o artigo deste humilde escriba sobre os Mutantes, a banda que mudou tudo neste Brasil Baronil. Leiam agora ou morram de catapora.

Depois eu volto.

 



Escrito por Regis M. às 11h37
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SAMBA ITALIANO

Ontem, por acaso, consegui assistir parte de uma das edições clássicas do programa Ensaio da TV Cultura. O ano era 72 e o artista, João Rubinato. Ou melhor: Adoniran Barbosa.

Mas não fui rápido o suficiente. Fiquei puto quando os créditos finais davam por encerrado o especial com o grande nome do samba paulista. Mesmo assim aquela imagem em preto e branco com Adoniran acendendo um cigarro antes de entoar “Trem das Onze” é de arrepiar.  

Pra mim Adoniran é o maior sambista do mundo. O que para muitos é uma heresia. Além de branco e paulista, era filho de italianos. Uma verdadeira aberração para um estilo de música criado na Bahia e que ganhou sofisticação e ginga nos morros do Rio de Janeiro.

Vinícius de Moraes, por exemplo, vivia criticando o modo “adoniraniano” de cômpor. Principalmente as letras, cheias de erros gramaticais, mas que o próprio Adoniran defendia como um estilo desenvolvido nas ruas do Bexiga.

Ninguém falou de São Paulo como Adoniran. Eu, que nasci no Brás, numa época em que o bairro já era uma pálida lembrança dos anos dourados, fico deveras tocado quando ouço o “Samba do Ernesto”. Lembro logo de minha avó Francisca, espanhola que amava São Paulo.

Mas a São Paulo de minha avó e Adoniran não existem mais.

Antes que o enfisema lhe levasse de vez no ano de 1982, disse Adoniran: "Até a década de 60, São Paulo ainda existia, depois procurei mas não achei São Paulo. O Brás, cadê o Brás? E o Bexiga, cadê? Mandaram-me procurar a Sé. Não achei. Só vejo carros e cimento armado."

Bem que a Cultura poderia transformar este especial em DVD. Amigos, vamos fazer um abaixo assinado.



Escrito por Regis M. às 15h22
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IGUANA LINGUA SOLTA

 

Camaradas, isto aqui é um conselho de irmão.

Entrem agora no site da Revista Trip www.trip.com.br  e acessem a entrevista impagável com o mestre Iggy Pop, o cara mais roque do planeta. Magistral.

Iggy, que tocou no Brasil ano passado com os seus Stooges, continua o mais espírito de porco possível. Suas respostas são cruéis, improváveis e piradas. O sujeito é o anti-Bono Vox.

Sim, porque se vc fizer uma pergunta do tipo: “Como é voltar ao Brasil depois de tanto tempo?”, Bono, vcs sabem, vai ser o cara mais simpático do mundo, declarar seu amor descomunal pelo povo dos trópicos, a emoção de tocar para uma platéia calorosa etc.etc.

Já Iggy...Bem, ouçam esta: “Eu fiquei bem puto por anos porque os brasileiros nunca me convidaram para o Rock in Rio... Eu ficava pensando: “Seus filhos-da-puta artificiais e superficiais, vão se foder!”.

Não é de uma sinceridade matadora?

Outra resposta que me fez chorar de rir foi de caráter religioso: “Vc acredita em Deus?” Bono, que é católico apostólico romano, faria o sermão da montanha.

Já Iggy: “Gosto de um monte de deuses, o deus da xícara de café, o deus da mulher gostosa, deus de todas as coisas. Tem uma palavra para isso... politeísta, é isso, sou politeísta.”

Não é lindo? A entrevista foi feita na varanda de um morro carioca para o jornalista gringo Jonathan Shaw, que está fazendo um documentário sobre o homem.

Pra se ter uma idéia, numa declaração reveladora, ficamos sabendo que Iggy já tocou Bossa Nova e já foi a shows de Caetano Veloso. Não chega a ser demencial?

NÃO PERCA TEMPO!!!



Escrito por Regis M. às 13h26
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GATORRA NELES

 

Pelas barbas do Profeta Maomé.

Parem tudo imediatamente e entrem de cabeça neste blog http://www.tonydagatorra.blogspot.com/

O incrível Tony da Gatorra é gaúcho, o que já explica muita coisa, e inventou um instrumento que é uma mistura de bateria eletrônica com sintetizador. A tal Gatorra.

Tony diz que criou a Gatorra para protestar contra a fome, a violência, a ganância e todas as mazelas que levam este grande Brasil para o buraco.

E não é que o sujeito já virou cult, fez shows pelos inferninhos “indies” de Sampa e está gravando um disco pelo selo Slag?

Em seu blog, Tony deixa diversas mensagens de paz e amor para os fãs com erros gramaticais que fariam o professor Pasquale dar três cambalhotas sem piscar o olho.

As mensagens, na verdade, são cartas que o gaúcho manda lá de sua cidade natal, Esteio, para que sejam digitadas “ipsi-literis” no blog.

Se tudo der certo Tony da Gatorra vai ganhar o mundo. Viva a Era de Aquarius.



Escrito por Regis M. às 16h44
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CACHORRADA

 

Brava gente brasileira.

 

Esta é para quem gosta de animais, ou mais precisamente cachorros.

 

 

 

A poesia logo abaixo, escrita pelo loucaço Glauco Mattoso, foi mandada pelo meu cunhado e advogado Luiz Tinoco Cabral.

 

Eu, como tenho um basset, quer dizer, dauschund em casa que faz a alegria da família, publico com todo o prazer no blog.

 

O Glauco aliás, é uma figura ímpar no tal udigrude brazuca.

 

O bom sujeito desenhava pacas, mas por causa de sua cegueira progressiva, que provocou a total perda de visão em 1995, abandonou os quadrinhos.

 

Glauco Mattoso, aliás, é um pseudônimo para “glaucoma”. O nome verdadeiro do indivíduo é Pedro José Ferreira da Silva.

 

Chega de papo. Mais infos no www.glaucomattoso.sites.uol.com.br.

 

A seguir, o poema propriamente dito, que beira a zoofilia, claro.

 

SONETO DA BASSESINHA

 

"Gostava de jujubas, a danada!

Ficava rodeando quando, à mesa

do almoço em me servia e, à sobremesa

filava seu nacão de goiabada.

 

Andava até nas unhas esmaltada!

Seu passo tinha a classe da princesa,

embora nem viesse da nobreza.

Foi minha, ela, a primeira namorada.

 

As grossas sobrancelhas amarelas

no preto pêlo expunham seu contraste.

E as patas dianteiras? Tortas, belas!

 

Caminha rente ao chão, sem que se arraste.

Vaidosa, nada tem de outras cadelas.

"Bassê", me dizes tu, e adivinhaste!"

 

                                Glauco Mattoso



Escrito por Regis M. às 17h35
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TALENTO GIGANTE

Brava gente brasileira.

 

Parem tudo e dêem uma bela olhada neste site: www.jamescohan.com/artists/ronmueck/

 

É um link da James Cohan Gallery, de Nova Iorque, com obras do escultor australiano Ron Muek. Escultor sim, porque artista-plástico é termo para picaretas. E Muek é um assombro.

 

 

 

As esculturas do cara são gigantescas e feitas com acrílico, fibra de vidro e silicone.

 

Descobri que Muek fez aquelas criaturas incríveis do filme “Labirinto”. Aquele com David Bowie e com a mulher mais linda planeta (que na época era teen) Jennifer Connely.

 

 

A dica é do Adilson, o Terrível, colaborador sempre atento às novidades no mercado de artes.  

E por falar em Terrível, ele e Gustavo Kowalsky, amigo e tecladista, me mandam um link do site Omelete com uma entrevista reveladora de, sim, ele mesmo, Lourenço Mutarelli

 

Vejam aí: http://www.omelete.com.br/quadrinhos/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=3013

 

Bom, pelo menos pude constatar algumas coisas sobre o quadrinista.

 

O Muta realmente tem influências do Samuel Becket (4 Pais-nosso e 3 Ave-marias). E como todo sujeito ruim da cabeça e doente do pé, ele não gosta de Copa do Mundo.

 

Como diria o Gato Mestre: eu já sabia!!!!!

 



Escrito por Regis M. às 17h42
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SACANAGEM DE RESPONSA

 

Eita que esta maravilha aqui eu achei quase que por acaso.

 

O site www.xratedcollection.com  vende pôsteres de filmes pornográficos das décadas de 60 e 70, que são verdadeiras obras primas.

 

Para quem não sabe, o período que vai basicamente de 68 a 75 é considerado a era de ouro da sacanagem mundial.

 

Foi nesta época que as indústrias americana e européia produziram clássicos da “putaria com historinha”.

 

Titulos como “Garganta Profunda”, “Atrás da Porta Verde”, “O Diabo na Carne de Miss Jones” no lado ianque e “Emanuelle” e “A História de O” no lado francês tiraram estas produções do gueto e ganharam o mundo.

 

Era o auge do “sexploitation”.

 

 

 

Aí veio a câmara de vídeo na década de 80 e os filmes começaram a ser produzidos às toneladas. Um pior que o outro.

 

O tal xratedcollection pertence a Reel Poster Gallery, de Londres, que trabalha com pôsteres de filmes sérios do mundo inteiro.

 

 

 

 E eles garantem que não trabalham com reproduções. As obras são originais, daí o preço bem salgado, tudo em libra esterlina, que vale mais que o dólar.

 

De qqer forma, vale uma bela olhada. Sem sacanagem.



Escrito por Regis M. às 18h27
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MEZZO MUTARELLI MEZZO CALABREZA

 

Bom, hoje resolvi falar de quadrinhos, uma coisa que eu basicamente não entendo picas. Mas como leitor posso fazer algumas observações.

 

Meu amigo Adilson, o Terrível, ficou danado da existência com minha opinião sobre o Lourenço Mutarelli, um sujeito que tem muitos fãs por este Brasil baronil.

 

O problema é que eu sinceramente não gosto de Mutarelli. Aliás, nem um pouco.

 

Conheci Mutarelli quando ainda fazia faculdade e sempre achei o traço dele uma coisa bem grotesca (que me disseram que melhorou muito), mas nunca mais tive saco de ler suas histórias. Achava rebuscadas, mal escritas e, pior, sem nenhum humor.

 

Na verdade, sou uma cara meio ortodoxo no quesito Histórias em Quadrinhos. Pra mim é tudo Gibi (Graphic Novel? Ah, pára com isso.) e Mutarelli está muito fora do que acho realmente bom num Gibi. Gosto de escracho, espírito de porco e limpeza no traço.

 

Claro, eu sou um chato. Mas fazer o quê? 

 

 Acho que Mutarelli se leva a sério demais. E descobri em seu site que também é escritor e teatrólogo, ai, ai.

 

Não conheço nenhuma peça do Will Eisner, mas nem por isso ele deixa de ser um gênio da raça. Um cara que desenhou “The Spirit” vale mais do que três Samuel Beckett (que, apesar de ser irlandês, é um porre!!!).

 

 

Mutarelli é Gerald Thomas demais pra mim. Prefiro o Allan Sieber. Vão lá no blog dele http://talktohimselfshow.zip.net/.

 

E se vcs acham que eu sou um caco velho que não sabe de nada vão no site do Mutarelli (AUTO-RETRATO ACIMA) www.mutarelli.com.br.

 

Viram como sou democrático?



Escrito por Regis M. às 12h00
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VINÍCIUS POETA PORRETA

Quarta-feita (dia 18 de jan.) eu e minha esposa/cantora Gisele Z. saímos extasiados do Cine Clube Cauim aqui em RPcity após a exibição do documentário "Vinícius" feito por Miguel Faria Jr. A Gisele escreveu um texto falando sobre a emoção que tomou conta de nossas mentes e corações. Abre aspas:

"Alguma coisa mudou dentro de mim ontem.

Saí de lá com um sorriso besta no canto na boca, que permaneceu por horas, acho que até eu adormecer.

Com uma sensação como se estivesse anestesiada, paralisada, ou melhor maravilhada!

De repente um universo de possibilidades havia se apresentado ali para mim.

A sensação era como se estivesse sobre efeito de algum alucinógeno.

Fiquei olhando ao meu redor e pensando como era a vida, especialmente a minha.

E aí comecei enxergar que tudo poderia ser diferente, melhor, maior, mais intenso, mais louco... que louco!

Fiquei pensando no início de tudo, da nossa história musical, de quando tudo realmente começou a acontecer.

A música é assim, ela tem um poder, uma magia de te levar a lugares, a momentos já vividos como nenhuma outra coisa é capaz".

(Gisele Z.)

É mole? Adorei a expressão "Universo de possibilidades".

E depois do filme ainda fiquei cornetando meu amigo Fernando Kaxassa, que comanda o Cauim há 164 anos (mentira, mas já são mais de 25 anos de cineclubismo) para ele deixar eu promover uma sessão maldita no saguão do cinema com a exibição dos filmes mais pirados do planeta.

E não é que ele concordou?

Se tudo der certo, as "Sessões do Caveira" começam em breve. E o site do Cauim é o www.cineclubecauim.com.br.

 

 



Escrito por Regis M. às 17h51
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MOTORMAMA NA GRINGA

Esta saiu no site Senhor F: www.senhorf.com.br

 

Em Londres, programa de rádio faz sucesso tocando rock brasileiro

 

 

Um programa especial de rock brasileiro de todas as épocas vem chamando a atenção de parcelas cada vez maiores do público jovem londrino. Trata-se de 'Looking For The Perfect Beat', transmitido on line pela www.pulsefm.co.uk da LSE Student's Union. Na programação, destacam-se raridades históricas, como Tim Maia Racional, e rock independente, como Prot(o), Cachorro Grande, Phonopop, Motormama, Beto Só e muitos outros. "É um espaço nobre em uma rádio londrina tocando rock independente brasileiro para o mundo inteiro", diz Luiz Marcelo Santos, um dos produtores. O programa pode ser ouvido às terças-feiras às 17 horas de Brasília. A rádio está crescendo e em breve deverá disponibilizar os programas em podcast. (Fernando Rosa) 



Escrito por Regis M. às 15h44
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DAVID TARADO CARDOSO

 

Eu já li muita coisa nesta vida, mas a entrevista do ex-rei da pornochanchada David Cardoso publicada na Folha do último domingo é impagável.

 

A cafajestagem já começa na foto principal, com o sessentão David nuzinho em pêlo e sentado numa cadeira de diretor.

 

David foi ator, escritor, diretor e produtor de algumas das maiores bilheterias da sacanagem nacional. Vejam alguns títulos: “Possuídas pelo Pecado” (1975), “Ilha do desejo” (também 1975)  e “Corpo Devasso” (1980).

 

Filmes que hoje não assustam nem as beatas da Vila Tibério, mas que nos anos de chumbo eram sinônimo de escândalo.

 

David vai lançar uma biografia e promete fazer barulho. Ora, o cara contracenou com ninguém menos do que Vera Fischer, Sandra Brea e Nicole Puzzi (putz, alguém sabe me dizer onde está essa mulher?).

 

Mas durante a entrevista, ele adiantou uma história deveras engraçada envolvendo ninguém menos do que o eterno caipira Amácio Mazzaropi.  

 

 

Recém-chegado a São Paulo, o então jovem David procurou o velho Mazza para conseguir emprego. Mazzaropi, que sempre foi chegado num rapazola, ligou dias mais tarde convidando David para a festa da mãe.

 

No final das contas, não houve festa nenhuma e David conta que teve que enfrentar um eufórico Mazzaropi louco para dar o bote.

 

 Imagine a cena: os dois juntinhos, dançando “Perfume de Gardênia”, com o Mazzaropi suspirando e com a cabeça encostada no peito de David.

 

Ainda bem que minha vó, que adorava o Mazza, não viveu para ler isso. O QUE É A VIDA....

 

 



Escrito por Regis M. às 17h40
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SAUDADES DO VARELLA

 

 

Eita que a dica de hoje é o site do jornalista ituveravense Marcelo Tas, aquele careca que apresenta o programa Saca-Rolha, na Rede 21.

 

Vá direto no link sobre o Ernesto Varella, a melhor coisa que Tas fez na vida. Lá tem um trailler sobre a performance do sujeito na pré-histórica década de 80, quando a política brasileira viva sob tensão.

 

Para quem não sabe, Varella foi um personagem criado por Tas quando trabalhava para a produtora Olhar Eletrônico, encabeçada por craques como o Fernando Meirelles (diretor de Cidade de Deus).

 

As melhores entrevistas são dos anos de 83 e 84, época em que o Brasil pedia Diretas Já e o Lula e o Fernando Henrique subiam no mesmo palanque.

 

As perguntas de Varella/Tas são hilárias. Num certo momento, ele chega sorrateiramente e dispara a um incrédulo Aureliano Chaves (vice-presidente da República no governo João Figueiredo): “Vice-presidente, o senhor gosta de Heavy Metal?”

 

Logo em seguida, ele pergunta ao deputado federal Nelson Marchezan “Deputado, o senhor realmente acredita no que diz?”

 

Mas o melhor mesmo é quando ele interpela dona Ruth Cardoso, esposa do então senador (e sociólogo, lembram?) Fernando Henrique, durante um almoço ou coisa parecida: “Senhora Ruth, como um homem tão ajuizado e culto como seu marido foi se envolver com política?”.

 

Rá. Não é demais? Acessem www.marcelotas.com.br

 



Escrito por Regis M. às 12h12
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